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TEX EDIÇÃO
NORMAL
De 001 a 100
De 101 a 200
De 201 a 300
De 301 a 400
De 401 ao Atual
Resenhas
Curiosidades
Editoras
Você
sabia?
...dizem que Aurellio
Galleppini, o criador
gráfico de Tex,
inspirou-se em seu
próprio rosto para
desenhar as feições
do personagem Tex.
As edições coloridas
de Tex são publicadas
na Itália de 100 em 100
números. Iniciou com
Forte Apache (100),
O Ídolo de Cristal (200),
A Lança de Fogo (300) e
A Voz na Tempestade
(400).
Em português, além
dessas quatro histórias,
foi publicada também
em cores as aventuras
A Cidade Corrompida e A Caravana do Medo,
que foram inteiramente
colorizadas no Brasil.
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COMO FOI O SURGIMENTO DE TEX?
Tex
nasceu em 1948, num momento difícil para seu país de
origem. Era o pós guerra e a Itália tentava se
reorganizar. Quase tudo ia mal, exceto a produção de
quadrinhos, que àquela altura começava a crecer.
Durante a II Guerra Mundial, Mussolini, inesperadamente,
riscou do mapa os quadrinhos americanos (com exceção de
Mickey), a ponto de os desenhistas locais serem
convocados para terminar às pressas as aventuras já
iniciadas de Flash Gordon, Mandrake e outros.
Se por um lado isso deu margem a produções
apócrifas desses personagens, por outro serviu para
estimular a produção nacional e propiciar o surgimento
de novos talentos. Muitos profissionais se formaram e se
aperfeiçoaram nesse período.
FOLHETIM - A FÓRMULA PARA O
SUCESSO
A produção italiana do pós guerra se
diferenciava da internacional porque incorporou um gênero
literário muito popular na época, o folhetim.
Finalizando a história em seu momento mais emocionante e
deixando um gancho para o capítulo da semana seguinte (tal
como os famosos seriados do cinema ou as atuais novelas
televisivas), os folhetins encantaram uma geração e
alcançaram na Itália a sua expressão máxima,
favorecendo o surgimento de grandes impérios editoriais
especializados nesse tipo de literatura. Era natural que
a fórmula mágica, restrita aos romances lacrimogêneos
intermináveis, tivesse o seu similar nos quadrinhos.
O editor e roteirista Giovanni Luigi
Bonelli, que já havia dirigido várias publicações e
elaborado uma série de roteiros para diversas revistas,
foi praticamente o lançador de um gênero que teve
dezenas de imitações, muitas delas saídas de sua própria
pena.
Com a publicação
de Tex, em setembro de 1948, um novo estilo editorial
começava a se firmar: as revistas em forma de tiras (veja
Tex Striscias). Pequenas, em
formato horizontal e tiragem semanal, 32 páginas e com
cerca de três quadros cada uma, elas logo conquistaram o
público italiano, não só por causa do preço acessível,
mas também pelo seu conteúdo. Os longos episódios se
sucediam, atraindo a atenção do leitor, sempre ávido
pelo desfecho de cada história. Além de Tex, dezenas de
outros personagens foram lançados nesse formato, entre
eles O Pequeno Xerife, também publicado no Brasil na
mesma época, mas de todos, Tex foi seguramente o único
remanescente.
Para definir os traços e a imagem
propriamente dita de Tex, G.L. Bonelli contou com a co-autoria
do desenhista Aurelio Galeppini, ou simplesmente Galep,
que àquela época, cuidava praticamente sozinho das 32
tiras semanais. Depois foram surgindo outros
colaboradores: Zamperoni e Jeva (que funcionavam como
assistentes, revezando-se com Galep no lápis ou na arte-final),
Gamba, Muzzi, Lettèri, Ticci, Nicolò e muitos outros.
Tex em formato de tiras durou quase 20
anos. Do primeiro número, em 1948, até o último, em
1967, foram trinta e seis séries, que corresponde a um número
ainda maior de aventuras. Essas histórias foram
compiladas e reeditadas em outros formatos, juntando vários
episódios numa só edição, até chegar a estrutura
atual - 112 páginas (na Itália), com três tiras cada
uma. Quando as histórias em tiras se esgotaram, Bonelli
e sua equipe foram produzindo outras inéditas e dando
prosseguimento à série.
Outras
curiosidades
Uma pesquisa nas 400 capas da série Normal de Tex no Brasil feita pelo texmaníaco
Orlando Portela, de Teresina, PI, revela informações importantes.
A primeira contatação é que, a julgar pelas aparições nas capas, o maior amigo de Tex não é o velho Carson, mas sim o bom e leal cavalo Dinamite. O "Camelo Velho" aparece apenas 21 vezes, enquanto o corcel está presente em 134 capas (contando as capas repetidas).
O Ranger mais temido do Oeste aparece sozinho em 75 capas e entre os pards o que menos está com ele é o seu filho Kit, que apareceu apenas cinco vezes.
Veja abaixo outras curiosidades importantes:
Até o número 400 da Série Normal Tex aparece:
Sozinho - 91 vezes
Com cavalo - 134
Com outro animal - 25
Com índio - 64
Com Carson - 21
Com outro homem branco (sem sem nenhum dos pards) - 75
Com Jack Tigre - 14
Com Kit Willer - 05
Com sombras - 13
Com soldados da Cavalaria - 16
Com barco ou canoa - 11
Com carroça - 07
Com armas em geral - 322
Com revólveres - 146
Com rifle - 108
Com faca - 16
Com lança - 19
Com mexicano - 14
Com lua ou sol - 27
Com água - 23
Com fogo (ou fumaça) - 25
Com flecha - 10
Com cruz ou túmulo - 09
Com caveira - 14
Com trem - 07
Em saloon 11
Com machadinha - 05
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